Ciência e Tecnologia

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

NASA Estuda Gravidade e Interior da Lua

A NASA está com tudo pronto para o lançamento da sonda lunar GRAIL (Gravity Recovery And Interior Laboratory).

Na verdade, são duas sondas gêmeas, que vão estudar a gravidade da Lua e fazer análises para tentar obter mais informações sobre o interior do nosso satélite.

Usando uma técnica de voo em formação, sinais de rádio transmitidos continuamente entre as duas sondas vão fornecer aos cientistas as medidas exatas necessárias para mapear a gravidade da Lua.

O voo em formação tem o benefício adicional de manter o fluxo de informações entre as sondas e as estações terrestres quando elas estiverem no lado da Lua não visto da Terra.

A missão também vai tentar responder antigas perguntas sobre a Lua, incluindo o tamanho de um possível núcleo interior, e deverá dar aos cientistas uma melhor compreensão de como a Terra e outros planetas rochosos do Sistema Solar se formaram.

Caminho Tortuoso

As sondas gêmeas, GRAIL-A e GRAIL-B, serão lançadas a bordo de um foguete Delta II.

E não será uma viagem simples. Elas seguirão rotas diferentes e tortuosas, levando cerca de 3,5 meses para chegar às suas posições definitivas em órbita da Lua.

A GRAIL-A deverá percorrer cerca de 4,2 milhões de quilômetros e a GRAIL-B 4,3 milhões km até estarem posicionadas para o início da fase científica da missão.

Já em órbita lunar, as sondas começarão a trocar sinais de rádio para definir precisamente a distância entre elas.

Mistérios da Lua

Pequenas diferenças gravitacionais de uma região para a outra da Lua deverão induzir minúsculas expansões e contrações na distância entre as duas sondas.

Esses serão os dados primários para o mapeamento da gravidade da Lua e darão informações sobre o interior do satélite.

Só recentemente, a sonda espacial GOCE, da Agência Espacial Europeia, fez um mapa preciso da gravidade da Terra.

"A missão GRAIL vai desvendar mistérios lunares e nos ajudar a entender como a Lua, a Terra e outros planetas rochosos evoluíram," resume Maria Zuber, cientista-chefe da missão.

Fonte : Portal Inovação Tecnológica - www.inovacaotecnologica.com.br

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os Mares Estão Ficando Sem Alimento

Uma equipe de cientistas marinhos composta por Daniel Boyce, da Dalhousie University (Canadá), Marlon R. Lewis e Boris Word, realizou a compilação dos dados recolhidos durante um século com o objetivo de conhecer a saúde dos mares.

A iniciativa começou a ser incubada no ano de 1899 através de um simples e original método: o disco Secchi. Este disco do tamanho de um prato de mesa tem pintado um padrão com as cores branco e preto alternadas.

Preso por um cabo, ele é deixado cair dentro do mar e se observa o tempo que transcorre até que a turvação de água impede que ele seja visto.

A profundidade à qual isto acontece é proporcional à quantidade de algas microscópicas presentes que compõem o fitoplâncton.

Desde o ano que começou a ser utilizado este método para determinar a transparência das águas oceânicas e a evolução dos níveis de fitoplâncton, foram realizadas meio milhão de observações em um período de tempo de mais de cem anos.

Esta é a primeira vez que um grupo de cientistas reúne todos os dados obtidos para dar sentido ao que realmente está acontecendo com os mares de nosso planeta.

Segundo as conclusões às quais chegou a equipe científica de Daniel Boyce, o fitoplâncton vem diminuindo 1% a cada ano nos últimos 110 anos e, embora esta quantidade pareça ínfima, na atualidade há 40% menos que em 1950.

O primeiro elo da cadeia trófica

O fitoplâncton é composto por pequenas algas fotossintéticas e são o primeiro elo da cadeia trófica, ou seja a cadeia alimentar, por isso que o nível de sua presença representa o estado de saúde dos mares.

Enrique Pardo, cientista marinho da organização internacional Oceana, explica à EFE que "o fitoplâncton compõe entre 50% e 90% da biomassa no oceano, o que dá a ideia da relevância que pode ter a presença ou ausência destes microorganismos no meio marinho.

É a parte do plâncton que é fotossintética. Seria como a parte vegetal, que é a que tem clorofila. É muito relevante porque segundo os censos da vida marinha corresponde em torno de 95% da respiração dos oceanos, que são o principal motor na captação de CO2 da atmosfera e na produção de oxigênio no meio marinho".

O estudo realizado pela equipe de Boyce mostra a perda que está acontecendo por alterações derivadas das atividades humanas.

Pardo acrescenta que "por serem organismos fotossintéticos eles têm uma forte dependência das condições meteorológicas. Assim, a mudança climática afeta principalmente de duas formas.

Uma é que ao aumentar a temperatura de água se impede a mistura de águas profundas, ricas em nutrientes, com as águas superficiais, que é onde se encontram as maiores concentrações de fitoplâncton, o que atrapalha sua reprodução.

Por outro lado, está o aumento da concentração de CO2 na atmosfera. O meio marinho capta em torno de 30% do CO2 emitido na atmosfera e absorve 80% do calor atmosférico.

À medida que o CO2 aumenta, o meio marinho o absorve mais. Em princípio, isto pode parecer positivo pois o fitoplâncton requer esse CO2 para realizar a fotossíntese. No entanto, em concentrações altas demais acontecem processos de acidificação.


Fonte : Isabel Martínez Pita (EFE)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Surgindo a Injeção Sem Dor

Pesquisadores americanos estão desenvolvendo uma vacina em forma de adesivo que poderia substituir as dolorosas seringas de injeções.

O adesivo tem centenas de agulhas microscópicas que se dissolvem quando em contato com a pele. Cada adesivo contem 100 "microagulhas" com 0,65 milímetros de comprimento.

Os adesivos foram desenvolvidos pela Emory University e pelo centro científico Georgia Institute of Technology.

Testes feitos em camundongos mostraram que a nova tecnologia pode ser até mais eficaz na imunização contra doenças como gripe.

Richard Compans, professor da Emory University e co-autor do artigo, explica que as microagulhas não precisam penetrar muito profundamente na pele, pois há muitas células do sistema imunológico imediatamente abaixo da superfície da pele. "Esperamos poder fazer alguns testes em humanos em alguns anos", disse.

Na pesquisa publicada na revista científica Nature Medicine, os pesquisadores usaram apenas vacina antigripe, mas eles esperam poder desenvolver adesivos com outros tipos de vacinas. Outro desafio da pesquisa é manter o custo baixo, no mesmo nível da produção de seringas.


Fonte : BBC Brasil

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Estrela Engolindo um Planeta

O Telescópio Espacial Hubble descobriu sinais de que uma estrela semelhante ao nosso Sol está lentamente "devorando" um planeta próximo, longe do Sistema Solar.

Astrônomos já haviam concluído que estrelas são capazes de engolir planetas que as orbitam, mas esta é a primeira vez que o fenômeno é constatado tão claramente.

Embora o planeta esteja longe demais para ser fotografado pelo telescópio, os cientistas criaram uma imagem dele baseada em análises das informações coletadas pelo Hubble.

A descoberta foi divulgada na publicação científica The Astrophysical Journal Letters.
Os pesquisadores dizem que o planeta, chamado Wasp-12b, pode ainda existir por mais dez milhões de anos antes de ser completamente engolido por seu sol, o Wasp-12.

O planeta está tão próximo da estrela que completa uma órbita em apenas 1,1 dia terrestre e tem temperaturas em torno dos 1.500º C.

A grande proximidade entre o Wasp-12b e a estrela levou a atmosfera do planeta a se expandir a um raio três vezes maior que a de Júpiter. Material proveniente dela está "vazando" para a estrela.

"Nós vimos uma nuvem imensa de material em torno do planeta que está escapando e será capturada pela estrela", disse a astrônoma Carole Haswell, da Open University, na Grã-Bretanha. Ela lidera a equipe de especialistas que identificaram o fenômeno.

A detecção da nuvem pelo Hubble permitiu que os cientistas tirassem conclusões sobre como ela foi gerada.

"Identificamos elementos químicos nunca vistos antes em planetas fora no nosso Sistema Solar." A Wasp-12 é uma estrela-anã localizada na constelação de Auriga (também conhecida como Cocheiro). O Wasp-12b havia sido descoberto em 2008.

Fonte : BBC Brasil - UOL Ciência e Saúde.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Vulcão na Islândia Pode Durar Meses

O vulcão islandês continua sendo uma ameaça persistente para o transporte aéreo europeu. A volta de sua atividade perturbou diversos aeroportos nos últimos dias. Para analisar melhor o comportamento do Eyjafjallajökull, duas equipes de vulcanólogos europeus foram no início de maio à Islândia. Patrick Allard, do Instituto de Física Global de Paris (CNRS-CEA), faz parte delas, e conseguiu chegar até o cume do vulcão.

Como explicar os caprichos do Eyjafjallajökull? Eles se devem, acima de tudo, às mudanças de direção dos ventos. A erupção continua. Ela começou no dia 20 de março pela emissão tranquila de um magma basáltico fluido (47% de silício) à beira da geleira com 200 metros de espessura que cobre o vulcão. A partir do dia 14 de abril, foi um magma diferente, mais rico em silício (57%), e portanto mais viscoso, chamado de andesita, que irrompeu de maneira explosiva através da geleira, por meio do duto central do vulcão.

A fragmentação violenta desse magma por meio dos gases que ele contém, somada à vaporização inicial da água vinda do derretimento da geleira, gerou grandes colunas de cinzas. Enquanto esse regime eruptivo continuar, o céu europeu permanecerá sob a ameaça das nuvens vulcânicas. Nos últimos dias, observou-se uma produção crescente de cinzas, bem como de sua altura, em coincidência (fortuita ou não) com uma crise sísmica profunda (20-15 km) que anuncia uma nova realimentação do vulcão em magma fresco.

Isso significa que não é mais preciso misturar magma e gelo para produzir cinzas? Exato. Nesse momento estamos lidando com uma pura fragmentação explosiva do magma, sem interação com o gelo (as cinzas emitidas são “secas”). Nós também pudemos verificar isso quando chegamos à beira da cratera, para ali efetuar medições da composição dos gases magmáticos por meio de espectroscopia infravermelha. No entanto, as interações entre magma e gelo continuam sendo muito prováveis, pois ainda há gelo dentro da cratera de 300 metros de diâmetro formada pela erupção, e todo o entorno da geleira está fraturado, com gigantescas fissuras abertas.

A duração da erupção dependerá de sua alimentação em magma e em gás. O monitoramento geofísico detectou as injeções de magma antes e durante a erupção, bem como as deformações associadas a essas injeções. O regime atual sugere que a erupção poderá durar de várias semanas a vários meses. A erupção anterior do Eyjafjallajökull durou mais de um ano, de dezembro de 1821 a janeiro de 1823.

Fonte : Por Hervé Morin - Le Monde. Tradução : Lana Lim.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Produção em Massa de Estrelas

Um grupo internacional de astrônomos descobriu uma galáxia que há 10 bilhões de anos produzia estrelas numa velocidade 100 vezes mais rápida do que a da Via Láctea atualmente.

Segundo os pesquisadores liderados pela Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, a galáxia conhecida como SMM J2135-0102 produzia aproximadamente 250 sóis por ano.

"Essa galáxia é como um adolescente passando por um estirão", comparou Mark Swinbank, autor do estudo e membro do Instituto de Cosmologia Computacional da universidade britânica.

A pesquisa, publicada no site da revista científica Nature, revelou que quatro regiões da galáxia SMM J2135-0102 eram 100 vezes mais brilhantes do que atuais áreas formadoras de estrelas da Via Láctea, como a Nebulosa de Órion, indicando uma maior produção de estrelas.

"Galáxias no início do Universo parecem ter passado por um rápido crescimento e estrelas como o nosso Sol se formavam muito mais rapidamente do que hoje", disse.
A mesma equipe já tinha descoberto, em 2009, uma outra galáxia, MS1358arc, que também formava estrelas em uma velocidade maior do que a esperada há 12,5 bilhões de anos.

"Nós não entendemos completamente por que as estrelas estão se formando tão rapidamente, mas nossos estudos sugerem que as estrelas se formavam muito mais eficientemente no início do Universo do que hoje em dia", explicou Swinbank.

A galáxia SMM J2135-0102 foi encontrada graças ao telescópio Atacama Pathfinder, no Chile, operado pelo European Southern Observatory. Observações complementares foram feitas com a combinação de lentes naturais gravitacionais de galáxias nos arredores com o poderoso telescópio Submillimeter Array, no Havaí.

Por causa de sua enorme distância e do tempo que a luz levou para alcançar a Terra, a galáxia só pode ser observada como era há 10 bilhões de anos luz, apenas três bilhões de anos após o Big Bang.

Fonte: UOL Ciência e Saúde - BBC Brasil.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Planetas Terra e Marte mais Próximos

Terra e Marte estão mais próximos. A distância de 99 milhões de quilômetros é a menor em seis anos, de 2008 a 2014. O planeta vermelho poderá ser visto até mais próximo.

Como o verão está chegando ao norte de Marte, a calota polar e as nuvens estão mudando e a imagem pode ser vista de um telescópio médio ou de uma câmera digital. É possível também ver o planeta a olho nu, já que ele é quase tão brilhante quanto Sirius, a estrela mais brilhante do céu.

Mas não espere ver Marte como uma lua cheia, ele se parecerá mais com uma estrela alaranjada e bem brilhante.

Segundo o site da Nasa, vale reparar na combinação de Sirius com Marte. Enquanto a estrela é azul e pulsante, o planeta vermelho tem uma cor laranja permanente.

A cada 26 meses, aproximadamente, Terra e Marte se aproximam e às vezes ficam mais próximos, às vezes mais distantes. Em 2003, a distância foi a menor em 60 mil anos, quando ficaram a 56 milhões de quilômetros um do outro.

Fonte : Da redação em São Paulo do UOL Ciência e Saúde.

Foto de Marte : Nasa - Hubble.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A Pressão Alta : Hipertensão

Depois de certa idade todo mundo sofre de pressão alta. Todo mundo é exagero, mas são muitos. Metade dos brasileiros com mais de 50 anos é hipertensa; proporção que atinge 60% depois dos 60 anos, e que não pára de aumentar daí em diante.

Sua ocorrência se tornou tão banal que é comum ouvir: "Minha mãe está ótima, tem só uns probleminhas de pressão". Probleminhas? Hipertensão é doença traiçoeira, sobrecarrega e hipertrofia a musculatura do coração - especialmente a do ventrículo esquerdo, encarregada de impulsionar o sangue através da aorta, cujo segmento superior é empurrado para cima e para trás. Nas fases finais, a hipertrofia pode ser tão exagerada que os médicos passam a chamá-lo de "coração de boi".

Com o passar dos anos, as camadas musculares que contraem e dilatam as pequenas e grandes artérias do organismo se tornam endurecidas: surge a arteriosclerose, que aumenta a probabilidade de doenças cardiovasculares. Cerca de 60% dos ataques cardíacos ocorrem em hipertensos; e 80% dos derrames cerebrais, também.

Além desses eventos dramáticos, a hipertensão mal controlada pode lesar os rins, a retina e as artérias periféricas e levar à insuficiência renal, à perda da visão e a amputações de membros, respectivamente.

Por isso, se você ou algum familiar é hipertenso, preste atenção:

1) O coração é uma bomba incansável: em suas câmaras passam 5 a 6 litros de sangue por minuto. Isso mesmo, por minuto;

2) A pressão arterial é conseqüência da "força" que o sangue faz contra a superfície das paredes internas das artérias para obrigá-lo a circular;

3) A pressão não é constante no decorrer do dia: em repouso ou dormindo, com os vasos relaxados, tende a cair; e a subir, quando fazemos esforço físico, estamos nervosos ou sob estresse;

4) Ao medir a pressão você deve estar sentado, com o aparelho ajustado em seu braço à altura do coração. Não fale. Descanse por 5 a 10 minutos em ambiente calmo antes de efetuar a medida. Você não deve ter realizado esforço nos últimos 60 minutos. Não fume nem ingira alimentos ou bebidas alcoólicas nos 30 minutos que antecederem a medida. Esvazie a bexiga e não cruze as pernas. Se a pressão estiver alta, repita a medida dois ou três minutos depois;

5) É preciso muita cautela antes de rotular uma pessoa como hipertensa;

6) Você terá níveis ideais de pressão, quando a máxima estiver abaixo de 12, e a mínima, abaixo de 8. Estará numa situação limítrofe quando a máxima estiver entre 13,0 e 13,9 ou a mínima entre 8,5 e 9. Será considerado hipertenso quando a máxima atingir 14,0 ou mais ou a mínima atingir ou ultrapassar 9,0;

7) Aumentos de peso e de pressão arterial andam de mãos dadas. As diminuições, também: nos hipertensos, para cada 1 kg perdido a pressão cai em média 0,13 a 0,16 unidades (cm);

8) Muitos acham que aumento da pressão provoca dor de cabeça, tontura, peso na nuca, mas, como nada sentem, passam anos sem medi-la. Está errado, a doença é silenciosa. Só provoca sintomas em fases muito avançadas ou quando ocorre aumento abrupto;

9) Em 90% a 95% dos casos não se consegue descobrir a causa da hipertensão;

10) A doença é mais comum em negros e seus descendentes;

11) O objetivo-alvo do tratamento é manter rigorosamente níveis que não ultrapassem 12 x 8;

12) A melhor forma de controlar a pressão é por meio de mudanças no estilo de vida: manter atividade física diária, evitar a obesidade, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, alimentos gordurosos, doces, sal, reduzir o estresse e, especialmente, deixar de fumar;

13) A prevenção das complicações através do uso de medicamentos anti-hipertensivos foi um dos maiores sucessos da medicina contemporânea;

14) Se puder, escolha um médico atualizado com as inúmeras opções terapêuticas disponíveis;

15) Assuma o controle de sua condição: compre um aparelho para medir a pressão em horários variados;

16) Tome os comprimidos religiosamente nos horários prescritos. Em caso de efeitos colaterais, entre em contato com seu médico, não faça ajuste de doses nem interrompa o tratamento por conta própria;

17) Descontados os casos de hipertensão mais leve, é provável que você tenha de tomar remédio pelo resto da vida. Não fique revoltado, dê graças a Deus por eles existirem.

Autor : Dr. Drauzio Varella Conheça o excelente site :
www.drauziovarella.com.br

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Descoberta de Novas Galáxias

Cientistas anunciaram a descoberta do mais distante aglomerado de galáxias conhecido até hoje, localizado a 10,2 bilhões de anos-luz da Terra.

A observação agora realizada retrata a situação do aglomerado de galáxias quando o Universo tinha apenas um quarto da idade que tem hoje.

O aglomerado de galáxias, batizado de JKCS041, bate o recorde anterior em mais de um bilhão de anos. A imagem foi composta pela junção de dados coletados pelo Telescópio Chandra, que observa o Universo na frequência dos raios X do universo, telescópios de infravermelho e telescópios ópticos.

Aglomerados de galáxias são os maiores objetos do Universo unidos gravitacionalmente. A descoberta de uma estrutura tão grande, existente em uma época tão distante no passado, pode fornecer informações importantes sobre como o Universo evoluiu.

O JKCS041 foi encontrado naquilo que os cientistas consideram ser o limite onde possam existir aglomerados de galáxias, baseados no tempo necessário para sua formação. Desta forma, o estudo de suas características - como a composição, massa e temperatura - deverá revelar mais informações sobre como o Universo se formou.

"Este objeto está próximo do limite de distância esperada para um aglomerado de galáxias", disse Stefano Andreon, do Instituto Nacional de Astrofísica (INAF), em Milão, Itália. "Nós não acreditamos que a gravidade possa ter trabalhado rápido o suficiente para fazer aglomerados de galáxias muito mais cedo."

Sem as observações de raios X, permanecia a possibilidade de que o JKCS041 fosse formado por galáxias distantes entre si, mas na mesma linha de visão, uma espécie de filamento comprido de galáxias e gases, visto de frente.

A massa e a temperatura dos gases quentes detectados pelo Telescópio Chandra eliminaram essa possibilidade, confirmando tratar do mais antigo aglomerado de galáxias conhecido.


Fonte : Matéria e redação do site www.inovacaotecnologica.com.br

domingo, 29 de março de 2009

Fios de Diamante abrem Caminho para Computadores Quânticos

Virtualmente todos os elementos essenciais para a construção de um computador quântico já foram demonstrados utilizando-se o diamante - veja, por exemplo, Diamante tem qubits para computador quântico a temperatura ambiente e Diamante tem qubit natural para construção de computadores quânticos.

Contudo, se os cientistas não se esqueceram de anotar nenhum ítem em sua lista de encomendas, falta algo que, mesmo sendo prosaico, é essencial para a construção de qualquer circuito: os fios.

Imagine que já tivéssemos inventado o transístor e todos os demais componentes eletrônicos necessários para fabricar o processador de um computador, mas ainda não tivéssemos inventado os fios para interligá-los. É mais ou menos isso o que acontece atualmente com o computador quântico.

Fios de diamante

Mas a solução parece estar a caminho. As equipes dos pesquisadores australianos Steven Prawer e Francois Ladouceur conseguiram produzir ranhuras no diamante que funcionam como se fossem fios capazes de transportar fótons - os elementos básicos da luz.

Utilizando feixes de íons, os pesquisadores esculpiram canais de 4,5 micrômetros de largura por 1,5 micrômetro de profundidade na superfície plana de um filme de diamante. A luz entra nesse canal e é refletida continuamente pelas suas paredes, "caminhando" por ele.

Para evitar que a luz "escape" para o interior do diamante, os cientistas bombardearam seus canais com íons de hélio, transformando a camada de subsuperfície do canal em grafite. Essa camada de grafite foi retirada quimicamente, deixando um espaço que sela opticamente a canaleta, transformando-a em um guia de luz quase perfeito.

Recombinação de fótons

Os pesquisadores conseguiram demonstrar seus "fios" de diamante com comprimentos de vários milímetros, o que pode torná-los adequados para conectar os componentes de um computador quântico.

O próximo passo será construir guias de ondas capazes de fazer com que os fótons dividam-se por duas rotas diferentes e recombinem-se novamente mais à frente. Isto é possível porque, como os elétrons, os fótons têm comportamentos tanto de onda quanto de partícula. Essa divisão e recombinação é um elemento essencial na computação quântica à base de luz.

Décadas de pesquisa

Embora os componentes quânticos feitos à base de diamante já tenham demonstrado a viabilidade de um dos conceitos para a construção de um computador quântico, esses componentes estão longe de serem robustos o suficiente para que possam ser simplesmente montados como se fossem os componentes de um circuito eletrônico comum. O que vale dizer que ainda serão necessárias décadas de pesquisas e desenvolvimentos para que um computador quântico prático possa ser demonstrado.

Fonte : Portal de Tecnologia www.inovacaotecnologica.com.br

Bibliografia : Diamond waveguides fabricated by reactive ion etchingMark P. Hiscocks, Kumaravelu Ganesan, Brant C. Gibson, Shane T. Huntington, François Ladouceur, Steven PrawerOptics ExpressVol.: 16, Issue 24, pp. 19512-19519DOI: 10.1364/OE.16.019512.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Nebulosa de 1 Bilhão de Anos : NGC 2818

Imagem feita pelo Hubble mostra a nebulosa NGC 2818, que faz parte de um aglomerado de estrelas chamado NGC 2818A. Elas estão a 10 mil anos luz da Terra, na constelação de Pyxis.

A nebulosa é uma das poucas na Via Láctea a existir perto de um aglomerado aberto de estrelas. Em geral, essas formações, também chamadas de "metrópoles estelares", não sobrevivem tempo suficiente para que um de seus membros forme uma nebulosa. Esta, registrada pelo Hubble, é particularmente antiga: tem cerca de 1 bilhão de anos.

Na nebulosa NGC 2818, registrada pelo Hubble, cada cor representa um tipo de emissão: vermelho é nitrogênio, o verde, hidrogênio, e o azul, oxigênio.

Nebulosas desaparecem gradativamente em dezenas de milhares de anos. O ponto mais quente da NGC 2818 deve esfriar daqui a bilhões de anos, como uma anã-branca. O Sol, no nosso Sistema, passará por processo semelhante, mas não antes de 5 bilhões de anos.

Fonte : UOL Ciência e Saúde

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Estação Espacial Completa 10 Anos

Aniversário da Estação Espacial Internacional

Nesta quinta-feira, 20 de Novembro, a Estação Espacial Internacional completa 10 anos de vida. Em 1998, o módulo de controle russo Zarya tornou-se o primeiro elemento do maior e mais moderno laboratório espacial já construído pelo homem.

Depois de 78 missões de construção, feitas pelos ônibus espaciais e pelas naves russas Progress, a Estação Espacial Internacional ainda exigirá cerca de 40 outros vôos para que sua construção seja dada como completa, o que deverá ocorrer em 2010.

Com as recentes declarações do governo norte-americano de que os ônibus espaciais deverão continuar em operação depois desse que era considerado o ano de sua aposentadoria, é possível que novos melhoramentos sejam adicionados à Estação.

Nesta semana começou a missão STS-126, do ônibus espacial Endeavour, que elevará a capacidade de acomodação da Estação Espacial para seis tripulantes, acrescentando-lhe os módulos de "residência" e fornecimento extra de energia necessários.

Críticas à Estação Espacial Internacional

Nos anos recentes, com a crescente competição por verbas para experiências científicas no espaço, principalmente ligadas a estudos de cosmologia e astrofísica, tornou-se moda em vários círculos da comunidade científica criticar a Estação Espacial Internacional, como se ela não fosse adequada "aos interesses da ciência."

O debate não parece sair muito dos interesses mais rasteiros, uma vez que a Estação Espacial Internacional nunca almejou ser ponto de realização de experiências de altíssima precisão, como as necessárias para se adquirir novos conhecimentos sobre a formação e o desenvolvimento do Universo.

Os objetivos da Estação, bem definidos em seu projeto inicial, prevêem a realização de experimentos científicos no campo da ciência dos materiais e das ciências biológicas, utilizando as características do ambiente espacial, como a microgravidade e o alto vácuo. Outras possibilidades são o apoio a futuras missões à Lua e a Marte e, eventualmente, a realização de reparos em satélites artificiais.

Fonte : Visite o super excelente Portal de Tecnologia www.inovacaotecnologica.com.br

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Conheça os Novos Díscos Rígidos : o SSD

Os novos discos rígidos, conhecidos como SSD (solid storage devices), são os equipamentos da vez entre os produtos hi-tech, principalmente em notebooks ultraportáteis. Com a promessa de serem mais rápidos, resistentes e silenciosos, espera-se que os discos em estado sólido cresçam cerca de 57% ao ano até 2011, segundo pesquisa da Samsung.

Assim como os HDs tradicionais, o SSD (solid storage device) é um dispositivo de armazenamento. A diferença é que, diferente dos díscos rígidos que conhecemos, o SSD não utiliza partes móveis na sua composição.

O dispositivo pode conter uma memória RAM ou uma memória Flash. Por conta de sua estrutura, as informações são gravadas em células elétricas e não precisam passar por nenhum fenômeno magnético (como nos HDs) nem óptico (como em CDs e DVDs).

Vantagens do SSD :

- Tempo de acesso reduzido, o que torna o equipamento em que é usado muito mais rápido.

- Como não possui partes móveis, existe uma significante redução de vibração e ruído.

- Por não possuírem partes mecânicas, são muito mais resistentes que os HDs comuns.

- Possibilidade de trabalhar em temperaturas maiores do que os HDs comuns.

Fonte : UOL Tecnologia.

Bacias Sedimentares : A Memória do Planeta

A superfície da Terra está em constante transformação. O nível dos oceanos varia, as placas tectônicas movem-se, afastando ou aproximando continentes, cadeias de montanhas elevam-se e são erodidas, áreas ocupadas por mares passam a abrigar rios e posteriormente calotas de gelo e novamente mares e depois desertos. No curto período de uma vida humana, ou mesmo da história registrada, poucas são as transformações que podem ser notadas, pois os processos responsáveis pelas grandes mudanças do planeta são muito lentos e ocorrem em uma escala de tempo diferente da vida cotidiana. Mesmo processos que ocorrem a taxas de menos de um milímetro por ano podem ter efeitos de grande escala se persistirem por alguns milhões de anos, o que é pouco tempo para um planeta de 4,6 bilhões de anos. Assim dizemos que a história do planeta é medida pelo Tempo Geológico.

As transformações lentas ficam registradas nas características das rochas que encontramos na crosta terrestre. Por exemplo, antigas cadeias de montanhas, já desaparecidas pela erosão causada pelas chuvas, rios, ventos e geleiras, deixam seu registro em rochas metamórficas que se formaram abaixo das grandes massas elevadas, e antigos vulcões, extintos a centenas de milhões de anos e já sem expressão topográfica, podem ser revelados pelos produtos que expeliram: as rochas vulcânicas formadas pelo resfriamento das lavas. Mas há certas áreas da superfície da Terra que tornam-se nossa maior fonte de informação sobre as diversas paisagens que existiram na superfície do planeta: as bacias sedimentares.

Bacias sedimentares são regiões que, durante um determinado período, sofrem lento abatimento (ou subsidência), gerando uma depressão que é preenchida por sedimentos. Esses sedimentos podem ser formados por materiais de três tipos principais: fragmentos originados pela erosão das áreas elevadas e transportados para a bacia por rios, geleiras ou ventos; materiais precipitados em corpos d'água dentro da bacia, anteriormente transportados como íons em solução; e estruturas que fizeram parte de corpos de animais ou plantas, como fragmentos de conchas, ossos, ou recifes de corais inteiros.

Como as bacias afundam lentamente, sedimentos mais novos são depositados sobre os mais antigos, que ficam preservados da erosão que predomina na superfície do planeta. O resultado é uma pilha de rochas (formadas pelas transformações que ocorrem aos sedimentos depois de soterrados) de diferentes idades, que revelam a história da região em cada etapa do tempo em que houve subsidência e acumulação de sedimentos. Como as camadas mais profundas depositam-se primeiro, pode-se estabelecer a cronologia dos eventos. É desta forma que podemos traçar a evolução das espécies de animais e plantas ao longo do tempo e saber, por exemplo, quais dinossauros existiram simultaneamente em uma região: através do conhecimento das relações entre as camadas que contém os fósseis que essas formas de vida deixaram.

Fonte : Matéria do Prof. Renato Paes de Almeida - GEOciências USP.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Internet 60 Vezes Mais Rápida

"Este é um componente crítico e um avanço fundamental no que já está aí. Nós estamos falando sobre redes que são potencialmente até 100 vezes mais rápidas sem nenhum custo adicional para o consumidor," comemora o pesquisador Ben Eggleton.

Circuito Integrado Fotônico

O componente crítico ao qual ele se refere é um circuito integrado fotônico. Agora que está pronto, o componente baseado na luz parece ser incrivelmente simples, pouco mais do que um pedaço de vidro cheio de riscos paralelos.

O circuito integrado fotônico utiliza os pequenos sulcos como rotas paralelas para a luz que transporta as informações através das fibras ópticas. Cada sulco funciona como se fossem trilhos para uma série de locomotivas, com a diferença que um trem consegue mover-se de um trilho para outro em um picossegundo.

"Isto significa que, em um segundo, a chave estará sendo ligada e desligada um milhão de milhão de vezes. Nós estamos falando sobre uma tecnologia fotônica que tem capacidade para um terabit por segundo de capacidade," diz Eggleton.

Internet 60 vezes mais rápida

As demonstrações iniciais comprovaram que é possível alcançar velocidades sustentadas de transferência de dados 60 vezes maiores do que as alcançadas pelos atuais backbones da Internet.

Como esta é a primeira versão do circuito integrado fotônico, os pesquisadores acreditam que conseguirão atingir velocidades ainda maiores.

Fonte : Visite o ótimo site www.inovacaotecnologica.com.br

terça-feira, 8 de julho de 2008

Criada Nova Memória de Cerâmica

Um grupo de cientistas alemães e coreanos, trabalhando conjuntamente, desenvolveu uma nova técnica para a fabricação de memórias de computadores de altíssima densidade e capaz de manter as informações mesmo na ausência de energia.

Memória de nanocapacitores

Utilizando uma máscara com furos microscópicos, os pesquisadores construíram capacitores de platina e titanato-zirconato de chumbo com uma densidade de 27 bilhões de bits por centímetro quadrado - o recorde mundial para esse tipo de material.

O armazenamento em nanocapacitores é fácil de ser controlado e tem a vantagem de ser não-volátil porque o PZT é ferroelétrico. É possível controlar cada nanocapacitor individualmente mesmo quando eles estão separados apenas 60 nanômetros uns dos outros.

Máscara com nanofuros

E o sistema de máscara com nanofuros é uma solução muito simples em comparação com as técnicas de fabricação de outros tipos de memória. A máscara é feita de óxido de alumínio, por meio da qual os nanocapacitores de PZT são construídos sobre uma camada de platina. A seguir, a platina é "recortada" por litografia para fazer os contatos de cada individual célula de memória.

Bibliografia : Individually addressable epitaxial ferroelectric nanocapacitor arrays with near Tb inch-2 densityWoo Lee, Hee Han, Andriy Lotnyk, Markus A. Schubert, Stephan Senz, Marin Alexe, Dietrich Hesse, Sunggi Baik, Ulrich Gösele. Nature Nanotechnology. June, 2008. Vol.: 3, 402 - 407. DOI: 10.1038/nnano.2008.161.

Redação : Site Inovação Tecnológica.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Encontrado Gelo em Marte

"É com grande orgulho e muita alegria que anunciamos hoje que nós temos provas de que este material duro e brilhante é realmente gelo e não alguma outra substância," disse o chefe da missão Phoenix ao anunciar a descoberta de água congelada no Polo Norte de Marte.

A imagem é uma composição de duas imagens do mesmo local. A foto da esquerda foi tirada no 20º dia da missão, e a da direita é uma foto da mesma posição, tirada no 24º dia.

Além da parte branca, formada por gelo puro, foi uma surpresa para os cientistas perceberem que, o que à primeira vista pareciam ser pedriscos comuns, também era gelo, que se derretera quatro dias depois que o solo foi escavado.

Esses pedriscos - que estão destacados nos dois pequenos quadros - podem ser vistos no canto inferior esquerdo das imagens, na parte mais profunda da escavação.

Com a descoberta de gelo, crescem as expectativas de se encontrar algum tipo de vida microbiana. Para comportar organismos vivos semelhantes aos terrestres, deveria ainda haver algum processo pelo qual esse gelo pudesse estar disponível na forma de água líquida na presença de compostos orgânicos básicos para permitir o desenvolvimento da vida.

Fonte : www.nasa.gov

sexta-feira, 30 de maio de 2008

O Que São Células-Tronco ?

As células-tronco, também conhecidas como células estaminais, são indiferenciadas (não possuem uma função determinada) e se caracterizam pela capacidade de se transformar em diversos tipos de tecidos que formam o corpo humano.

Estas células são de dois tipos :

Células-tronco adultas : podem ser encontradas em diversas partes do corpo humano. Porém, são mais utilizadas para fins medicinais as células de cordão umbilical, da placenta e medula óssea. Pelo fato de serem retiradas da próprio paciente, oferecem baixo risco de rejeição nos tratamentos médicos. Apresentam uma desvantagem em relação as células-tronco embrionárias : a capacidade de transformação é bem menor.

Células-tronco embrionárias : são aquelas extraídas do animal ainda na fase embrionária. Como característica principal apresentam uma grande capacidade de se transformar em qualquer outro tipo de célula. Embora apresentem esta importante capacidade, as pesquisas médicas com estes tipos de células ainda encontram-se em fase de testes.

Cientistas acreditam que no futuro as células-tronco possam ser empregadas na cura de diversas doenças como, por exemplo, mal de Alzheimer, leucemia, mal de Parkinson e até mesmo diabetes. Através do método da clonagem terapêutica, várias lesões e doenças degenerativas seriam resolvidas. Tecidos, músculos, nervos e até mesmo órgãos poderão, em breve, serem reconstituídos com a aplicação deste tipo de tratamento, combatendo diversas doenças crônicas.

Fonte : Visite o site www.suapesquisa.com

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sonda Phoenix Chega a Marte

Além de cálculos precisos e estudos feitos sobre Marte por profissionais da Nasa (agência espacial norte-americana), a sonda Phoenix contou com uma "forcinha" da superstição para pousar com sucesso no planeta vermelho. Na noite de domingo (25), os responsáveis pelo controle do procedimento comeram baldes de amendoim.

Segundo o engenheiro brasileiro Ramon de Paula, chefe dessa missão na agência espacial, a prática é uma tradição em momentos decisivos no JPL (Laboratório de Propulsão a Jato), da Nasa, de onde a Phoenix foi controlada. A idéia é trazer sorte para o procedimento, principalmente em missões interplanetárias complexas, como nesse caso.

Há 32 anos, a Nasa não conseguia fazer uma sonda descer em Marte utilizando motores retropropulsores - a tecnologia utilizada pela Phoenix. E em 1999, a sonda Mars Polar Lander se perdeu após tentar chegar ao solo do planeta.

"Foi um grande desafio para a gente, não só do ponto de vista científico, mas também em engenharia. Tivemos que aprender com as nossas falhas, com as sondas que perdemos", conta o engenheiro.

Para pousar em Marte, a Phoenix utilizou a fricção atmosférica do planeta, depois um pára-quedas e motores retropropulsores. Outra grande preocupação foi a abertura correta dos painéis solares, necessários para fornecimento de energia e recarregagem das baterias - qualquer rocha com mais de meio metro nas redondezas poderia atrapalhar essa abertura.

Busca por vida

Durante o período de funcionamento, vai analisar a camada de gelo existente em Marte. Ao estudar as condições e as origens da água no local, a Phoenix vai procurar por outras condições propícias para a vida no planeta, como compostos orgânicos.

A sonda é capaz de coletar pequenas quantidades desses compostos e identificá-los, no próprio planeta. As duas naves Viking, da Nasa, que chegaram a Marte em 1976, não detectaram a existência desses compostos.

Para a Nasa, estudar a água em Marte é chave para descobrir respostas importantes, como se o planeta já teve vida. Segundo a agência, os pesquisadores também podem descobrir maiores informações sobre o processo de mudança climática.

"É importante que fique claro que não estamos fazendo isso só pela experiência científica. É um conhecimento que pode ser aplicado aqui na Terra, para a humanidade. Podemos descobrir como a água desapareceu ou por que ela ficou toda congelada no pólo", afirma de Paula. Para ele, Marte pode ensinar algo para os habitantes da Terra.

"Se descobrirmos como a água desapareceu [no planeta], podemos usar esse conhecimento científico para nos proteger, para não passar por essa fase", afirma.

Ainda nesta semana, a maior parte do controle da missão da Phoenix será transmitido à Universidade do Arizona, que teve papel determinante no desenvolvimento da sonda. A maior parte das análises será feita ali, com o apoio da Nasa.

Uma das principais razões é econômica: a universidade já contribuiu com equipamentos e instalações para a missão - e vai utilizar a força de trabalho de estudantes para a realização de análises.

Fonte : Felipe Maia - Folha Online.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Medicina PUC Campinas : Referência no Ensino

Embora todas as profissões sejam importantes para o desenvolvimento da sociedade, não há como negar que a Medicina ocupa um lugar destacado, uma vez que lida diretamente com a vida humana. A PUC-Campinas tem mais de 30 anos de tradição no ensino e na prestação de serviços para a população nessa área, por meio de seu curso de Medicina, que teve seu currículo reestruturado recentemente com a finalidade de preparar ainda melhor seus profissionais, de tal maneira que possam atuar com maior eficiência no concorrido mercado de trabalho do setor da saúde.

O curso habilita para o exercício da Medicina como profissional liberal ou assalariado em clínicas, hospitais, instituições de pesquisa e órgãos públicos de assistência médica à coletividade. Por meio de estágios, disciplinas práticas, projetos de pesquisa e de conhecimento teórico, o aluno adquire formação científica, mantém contato com a moderna tecnologia, conhece e se familiariza com os procedimentos médicos.

A infra-estrutura oferecida pela Universidade é de excelente qualidade, tendo como centro o Hospital e Maternidade Celso Pierro, fundamental no atendimento de boa parte da população da região de Campinas. Isso permite que o aluno conquiste uma formação sólida e integrada à realidade social do País. Novos intercâmbios com tradicionais universidades têm proporcionado ao aluno conhecer outras instituições, ampliando o amadurecimento e o desenvolvimento do espírito crítico.

Setor Público ou Privado

O médico graduado pela PUC-Campinas tem um amplo campo de trabalho: ele pode atuar em hospitais, clínicas, casas de saúde, sanatórios, escolas e laboratórios. Também pode trabalhar em instituições esportivas, companhias de seguro e instituições científicas, por exemplo. Além disso, muitos profissionais optam pelo trabalho autônomo em consultórios próprios.

O profissional pode ser tanto um clínico geral como especializar-se em ortopedia, pediatria, ginecologia, obstetrícia, urologia, otorrinolaringologia, oftalmologia, anestesiologia, dermatologia, cardiologia, medicina legal, neurologia, entre outras áreas. Muitos alunos formados pela PUC-Campinas têm ingressado em renomados programas de Residência Médica, demonstrando o poder de competitividade do curso de Medicina.

Com os investimentos dos governos federal, estaduais e municipais no setor da saúde, muitas vagas foram abertas por intermédio de concursos públicos, inclusive nas Forças Armadas. Outro fator de crescimento ocorreu por meio das empresas prestadoras de assistência médico-hospitalar. Com o lançamento de planos de saúde próprios, diversos hospitais privados também passaram a contratar mais profissionais para tornar mais eficiente seus corpos clínicos.

As cidades do interior do País também são uma importante opção de trabalho para o médico, uma vez que muitas ainda carecem de profissionais em unidades públicas de saúde ou em consultórios particulares. O pós-graduado pode atuar na área de ensino e pesquisa, lecionando em faculdades e cursos da área de saúde.

Fonte : Visite o site da PUC Campinas www.puccamp.br